quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O TEMPERAMENTO DOS BRASILEIROS

Pesquisa desvenda temperamento dos brasileiros, o psiquiatra Diogo Lara liderou um Grupo de pesquisa da PUCRS, descobriram 12 tipos.

Diogo Lara

Emoções básicas, como medo, raiva, vontade, controle e sensibilidade, em diferentes doses e combinadas, resultam nos diversos comportamentos. O jeito de ser pode levar a pessoa ao sofrimento, à apatia, aos vícios, à exposição aos riscos ou a uma vida saudável e ao sucesso. 


O Grupo de Pesquisa Bases Neurobiológicas e Tratamento de Transtornos Neuropsiquiátricos, do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular da PUCRS, liderado pelo psiquiatra e professor Diogo Lara, realiza uma pesquisa pela internet que traça um mapa dos temperamentos. 


Até agora foram analisadas as respostas de 37 mil pessoas (70% de mulheres) e espera-se que outras 200 mil participem por meio do site - www.temperamento.com.br.


A partir das respostas aos questionários, pode-se concluir que 18% dos brasileiros são obsessivos. O comportamento tido como mais estável, previsível e com bom humor (eutímico) apareceu como dominante em 16%. Os hipertímicos (mais arrojados e com menos medo) somam 15%, a maioria homens (18%, ante 12% de mulheres). Os mais instáveis estão presentes em 30% (ciclotímicos, disfóricos e voláteis). Os depressivos, ansiosos e apáticos são menos de 15%.


Para Diogo Lara, na Psiquiatria em geral se vê a saúde mental como ausência de doença, enquanto ele acredita na possibilidade de aprimorar o temperamento inclusive para prevenir futuros transtornos psiquiátricos. 


A escala permite, sob uma ótica global, identificar perfis de pessoas muito diferentes ao mesmo tempo. "Procuramos fazer uma escala mais completa, que abrange as emoções de forma detalhada e simples, acessível à população em geral e a psiquiatras, ajudando a orientar tratamentos". 


Os objetivos da pesquisa são consolidar e validar a escala de temperamento, feita pelo grupo da PUCRS a partir de outros modelos, e abrir a possibilidade de seu uso nos consultórios.


O foco do projeto é o funcionamento da mente. Pretende-se saber de que forma o temperamento de um indivíduo, com base em seu comportamento cotidiano, influencia nos seus transtornos existentes ou potenciais.


Os 12 tipos de temperamento


Os temperamentos, que são as emoções básicas que movem o ser humano, podem dividir-se em:


Obsessivo: Rígido, organizado, perfeccionista, exigente, lida mal com erros e dúvidas.


Eutímico: Estável, previsível, equilibrado, com boa disposição e, em geral, se sente bem consigo mesmo.


Hipertímico: Sempre de bom humor, confiante, adora novidades, vai atrás do que quer até conquistar e tem forte tendência à liderança.


Ciclotímico: Humor imprevisível e instável (altos e baixos), muda rapidamente ou de maneira desproporcional aos fatos.


Disfórico: Tende a ficar tenso, ansioso, irritado e agitado ao mesmo tempo.


Volátil: Dispersivo, inquieto, desligado e desorganizado; precipitado, muda de interesse rapidamente; tem dificuldade em concluir tarefas.


Depressivo: Com tendência à tristeza e à melancolia, vê pouca graça nas coisas, tende a se desvalorizar, não gosta de mudanças e prefere ouvir a falar.


Ansioso: Preocupado, cuidadoso, inseguro, apreensivo e não se arrisca.


Apático: Lento, desligado, desatento, não conclui o que começa.


Irritável: Sincero, direto, irritado, explosivo e desconfiado.


Desinibido: Inquieto, espontâneo, distraído, deixa as coisas para a última hora.


Eufórico: Expansivo, falante, impulsivo, exagerado, intenso, não gosta de regras e rotinas.


OBS: Esses conhecimentos, deverão ser usados por psicólogos e psiquiatras forenses, policiais, educadores, especialistas em RH para tratar e/ou definir pessoas com problemas emocionais diversos, ajudando-as a descobrirem-se e prevendo reações boas ou ruins de pessoas, evitando crimes e desvendando soluções práticas de tratamento psiquiátricos e psicológicos. Em RH esses conhecimentos tornam-se essenciais para recrutamento, por exemplo. 




Os clássicos 4 temperamentos. (já bem conhecidos)


Rudolph Steiner defende a idéia de que os temperamentos devem ser considerados quando se planeja a forma de transmitir o conhecimento. A LIsta que se segue é retirado do livro "Os quatro temperamentos" de Glas, Koenig e Heydebrand. "As qualidades que constroem o TEMPERAMENTO são: excitabilidade e energia. 


1. Colérico - grande energia e grande excitabilidade. 


2. Melancólico - grande energia e pouca excitabilidade.


3. Sanguíneo - pouca energia e grande excitabilidade 


4. Fleumático ou linfático - pouca energia e pouca excitabilidade. 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Selecionamos dez animais que você provavelmente não conhecia até 2010

por Redação Galileu 
 
Apesar de uma espécie desaparecer da face da Terra a cada 20 minutos, segundo cálculos de entidades ambientais, a ciência vem se esforçando para encontrar seres vivos ainda desconhecidos. Logo abaixo, você vai ver uma seleção de dez animais descobertos em 2010. Alguns já haviam sido avistados antes, mas não existiam dados suficientes para a confirmação de que eram de uma espécie nova.
O ano de 2010 revelou muitos novos insetos, uma variedade de sapos, rãs e salamandras já ameaçados de extinção, um mamífero carnívoro (há 24 anos não se descobria um novo) e 5 mil espécies de seres vivos marinhos, graças a dez anos do projeto Censo Marinho. Veja alguns animais descobertos neste ano:

Macaco sauá
Editora Globo
Javier García
A nova espécie de macaco sauá, Callicebus caquetensi, foi encontrada na Amazônia colombiana. Há 30 anos, cientistas já falavam desta possível nova espécie, mas a guerrilha do narcotráfico na região impedia que pesquisadores entrassem na florestas para investigar. A notícia ruim é que o macaquinho está muito ameaçado de extinção.

Formiga Marciana
Editora Globo
Christian Rabeling
A formiga da espécie Martialis Heureka é cega e descolorida, especialmente adaptada para viver embaixo da terra. Ela foi descoberta na sede da Embrapa Amazônia, a 28 km da cidade de Manaus. Faz parte de uma grande pesquisa para identificação de espécies amazônicas.

>> Cientistas fazem busca mundial por anfíbios desaparecidos
>> Espécies recém-descobertas já estão ameaçadas

Sapo que não quer ser girino
Editora Globo
Robin Moore/ iLCP
Num esforço de cientistas para encontrar espécies desaparecidas de sapos e rãs – estes animais são muito sensíveis às mudanças ambientais – eles descobriram este sapo do gênero Rhinella também na Colômbia. Este animal, diferente de outros sapos, pula a fase de girino, bota os ovos na floresta e seus filhotes já nascem como pequenos sapos.
Lagosta cabeluda
Editora Globo
Reprodução/ New Scientist
A descoberta desta lagosta peluda foi anunciada este ano junto com mais 5 mil novas espécies, fruto de uma década de trabalho no projeto Censo Marinho.

>> Saiba mais sobre o Censo Marinho

Mais um lêmure
Editora Globo
Concervation International
Existem mais de 100 tipos de lêmures, e todos vivem nas selvas que ainda restam em Madagascar e estão ameaçados de extinção. Esta nova espécie, com faixas pretas na cabeça formando o desenho de um “Y” até as costas, foi anunciada recentemente pela ONG Conservation International.

Macaco de nariz arrebitado

Editora Globo
Thomas Geissmann
Este primata foi encontrado nas florestas de Mianmar e chama atenção pelo formato de seu nariz. A população local diz que a chuva faz encher o canal nasal do macaco fazendo com que fique espirrando descontroladamente. Ambientalistas acreditam que restem apenas 300 exemplares de Rhinopithecus strykeri vivos.
Peixe-vampiro
Editora Globo
Encontrado na região de Mianmar, o Danionella dracula leva o apelido de "peixe-vampiro" porque os machos da espécie tem dois longos caninos. Eles usam essa adaptação para brigar com outros machos.
Rã transparente
Editora Globo
Uma equipe de cientistas descobriu no Equador uma espécie de rã translúcida. Por viver em uma área de grande desmatamento, o animal já corre risco de extinção.
Verme marinho
Editora Globo
Reprodução/ New Scientist
Este animal foi descoberto em mergulhos a mais de 3 mil metros de profundidade entre Indonésia e Filipinas. A espécie Teuthidodrilus samae tem muitos tentáculos e estruturas sensoriais na cabeça.
Novo peixe
Editora Globo
Reprodução/ New Scientist
A espécie da família Lepiridae foi descoberta no sudeste do Oceano Pacífico, entre Peru e Chile por uma equipe de pesquisa odres britânicos e japoneses. O animal tem hábitos reclusos e prefere ficar escondido em pedras.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma planta consegue fazer fotossíntese só com luz elétrica?

por Marina Motomura

Sim, um vegetal consegue usar a energia contida na luz elétrica para fazer fotossíntese. Mas não é só pegar um vaso e colocar em um quarto iluminado artificialmente, não. Para dar certo, o local em que a planta está deve ter uma mistura de lâmpadas incandescentes e fluorescentes. O processo só deve ser feito em laboratório, até porque pode ser prejudicial à saúde da plantinha. "As luzes incandescentes aumentam a temperatura ao redor da planta, provocando o fechamento dos estômatos pela desidratação das folhas", afirma a bióloga Durvalina Maria Mathias dos Santos, professora de fisiologia vegetal da Unesp de Jaboticabal (SP). Os estômatos são as estruturas que realizam as trocas gasosas entre a planta e o ambiente - fechados, podem causar até a morte da planta. Além de fazer fotossíntese longe do sol, as plantas conseguem sobreviver até sem terra. A hidroponia, por exemplo, é uma técnica de origem oriental em que o cultivo é feito apenas com água e nutrientes, sem solo. Os nutrientes adicionados à água são os elementos químicos que existem normalmente no solo, como fósforo e potássio.


Estado vegetativo

Como a planta faz fotossíntese com a luz do Sol e com a luz artificial


LUZ NATURAL

1. O Sol emite radiação através de todo o espectro eletromagnético, mas o olho humano só enxerga as ondas eletromagnéticas entre 400 e 700 nanômetros, intervalo chamado de espectro visível. As cores que vemos nos objetos e na natureza vêm dos diferentes comprimentos de onda nessa faixa

2. As ondas menores, de 380 a 440 nanômetros, têm a cor violeta. À medida que os comprimentos aumentam, a cor vai mudando. Nas plantas superiores, a fotossíntese rola sob os comprimentos de onda mais longos e menos energéticos, que são os vermelhos (625 a 740 nanômetros)


LUZ ARTIFICIAL

1. As lâmpadas, tanto incandescentes quanto fluorescentes, emitem radiação em todo o espectro eletromagnético. Mas há pequenas diferenças: a luz incandescente (aquela de lâmpadas "amarelas") emite mais comprimento de onda na faixa do vermelho-longo (700 nanômetros)

2. Já a luz fluorescente (aquela presente em lâmpadas de aspecto mais "branco") emite mais comprimento de onda na faixa do vermelho-curto (faixa dos 680 nanômetros). Assim, para que a planta realize fotossíntese em laboratório, é necessário que ela receba as luzes incandescentes e fluorescentes

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MACACO RARO NASCE EM ZOOLÓGICO NA ITÁLIA





Ele é magrelo, tem olhos arregalados e orelhas gigantes mas, ainda assim, o raro filhote de macaco mangabei é o xodó da vovó Jasmine. O macaquinho nasceu este mês no zoológico romano Bioparco, na Itália. Após ser rejeitado pela mãe Ashante, foi nos braços da avó e da equipe do parque que ele encontrou conforto. 
A espécie, com nome científico de Cercocebus Torquatus, está na lista dos 25 primatas mais ameaçados de extinção. Mangabeis chegam a pesar até 10 quilos e vivem, em média, 30 anos.
No embalo dos carinhos e mimos de Jasmine é que o pequeno se prepara para ganhar um bocado de pelos e enfrentar os desafios da vida adulta.

CAMALEÃO DO TAMANHO DE UMA UNHA HUMANA



Madagascar é o país com a maior diversidade de fauna e flora de todo o planeta, abrigando milhares de espécies de pássaros, répteis e anfíbios, muitos deles existentes apenas em seu território. Exemplo desta variedade exclusiva é a descoberta do fotógrafo inglês Will Burrard-Lucas, de 27 anos.
Em visita ao parque Amber Mountain, ele conseguiu fotografar um camaleão do tamanho de uma unha humana. Segundo o jornal Daily Mail, a espécie é chamada de brookesia e possui a mesma capacidade de camuflagem que os outros camaleões, escondendo-se facilmente entre folhas e gravetos.
Outra característica que não agrada os insetos que estão no cardápio preferido destes minúsculos lagartos são a eficiência e o tamanho de sua língua, que chega a medir o mesmo tamanho do corpo inteiro do bichinho.