quinta-feira, 9 de setembro de 2010

VÍCIO DE COMPRAS OU ONEOMANIA, SAIBA MAIS SOBRE ESSE MAL DO MILÊNIO

Este artigo faz parte de um dos capítulos do livro COMO SUPERAR A DEPENDÊNCIA EMOCIONAL E A CARÊNCIA AFETIVA, que seá lançado em breve e gostaria de sua opinião ou experiências a respeito desse assunto.

Esta reportagem eu transcrevi do site do Serasa e poderá ser de grande utilidade para você.
Segundo o neuropsicólogo Daniel Fuentes, coordenador de Ensino e Pesquisa do Ambulatório do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso (AMJO), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a proporção é de quatro mulheres para cada homem com a doença.
Os especialistas ainda não sabem precisamente o porquê de a oneomania ser mais comum em mulheres, mas acreditam que o motivo está diretamente relacionado a condições culturais. Os fatores que levam a doença a afetar principalmente as mulheres são objeto de estudo da equipe do AMJO.
Para Fuentes, a doença pode estar associada a transtornos do humor e de ansiedade, dependência de substâncias psicoativas (álcool, tóxicos ou medicamentos), transtornos alimentares (bulimia, anorexia) e de controles de impulsos.
A oneomania também emerge para aliviar sentimentos de grande frustração, vazio e depressão. É um desejo de possuir, de ter poder, que fica reprimido. Ao não conseguir dar vazão ao seu desejo, a pessoa sofre uma enorme pressão interna que a leva à necessidade de possuir coisas novas como única forma de prazer, explica a psicóloga Denise Gimenez Ramos, coordenadora do Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP.
Os oneomaníacos têm o consumo como vício, assim como um alcoólatra que necessita da bebida. Enquanto está comprando, a pessoa sente alívio e prazer dos sintomas, que passado um tempo voltam rapidamente. O efeito do ato de comprar é semelhante ao de tomar uma droga.
Compradores compulsivos demoram a assumir seu problema
Assim como todos os dependentes, os compulsivos demoram a assumir seu problema. A idade média de início da doença é aos 18 anos, no entanto o comportamento só é percebido como problemático 10 anos mais tarde.
Uma pessoa pode passar anos comprando compulsivamente e adquirindo dívidas de até dez vezes a sua renda mensal, até perceber que sofre de uma doença. A ajuda só é procurada quando a situação financeira da pessoa e, na maioria das vezes, a de sua família, chega a uma condição insustentável.
Segundo especialistas, há tratamento para a oneomania, mas ainda não existe um remédio que combata o desejo compulsivo de comprar. Sabe-se que, atualmente, a melhor forma de se tratar pessoas com este problema é por meio da psicoterapia, além da necessidade de freqüentar grupos de auto-ajuda, como os Devedores Anônimos, concluem os especialistas.
A CARÊNCIA AFETIVA É INIMIGA NUMERO UM DO BOLSO
A carência afetiva é inimigo número um do amor e do bolso. Se as palavras shopping, liquidação, compras tocam um sino dentro de você. Cuidado! Consumo excessivo pode atrapalhar a sua vida pessoal e financeira.
Quando o assunto é rompimento, dor de amor, as mulheres costumam esquecer completamente do futuro e, assim como o homem afoga suas magoas de copo em copo, de bar em bar, a mulher afoga suas magoas de loja em loja.
Certo dia acordei bem mal emocionalmente e tive esta experiência. Fui até o shopping e resolvi comprar uma calça. Antes não tivesse comprado. Acabei comprando uma calça de skeitista e como eu não sou skeitista ficou ridícula em mim. Tive que presentear um parente porque para mim não serviu. Meu estado emocional ruim me causou prejuízo.
Márcia, uma moça de trinta anos, confessou que ao acabar um relacionamento sempre acaba no shopping e gasta mais do que deveria e quase sempre compra coisas desnecessárias. Sem perceber, estoura o limite do cheque especial e do cartão de crédito, causando conflitos familiares e financeiros.
Márcia confessou que compra não por necessidade, mas para obter satisfação, preenche o vazio. Quando a sensação de bem estar vai embora, chora de arrependimento, e fica com as contas a pagar.
Homens carentes também se rendem ao impulso de comprar sem pensar. Roberto, 40 anos solteiro, engenheiro, aprendeu a lição; após o término de um namoro de seis anos, em estado de depressão, saiu sem rumo pela cidade e entrou numa concessionária para ver um carro de luxo novinho, sem raciocinar, entregou seu automóvel como entrada e parcelou o restante em 36 vezes.
Saiu muito alegre, com o ego massageado e feliz com o carrão. Após passar o momento de euforia veio o desespero e as noites em claro, pensando em como pagar uma parcela de R$ 2.000,00 ganhando R$ 3.000,00.
O sofrimento foi duplicado. Perdeu a garota e ganhou uma conta salgada para pagar por três anos, sem ter condições para tal.

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